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Falta de equipamentos em SPAs pode aumentar encaminhamento de pacientes para hospitais de referência

Falta de equipamentos em SPAs pode aumentar encaminhamento de pacientes para hospitais de referência

Críticas apontam divergências sobre o encaminhamento de pacientes e questionam condições da rede estadual de saúde

O governador do Amazonas, Roberto Cidade, e o secretário estadual de Saúde, Luis Saraiva, passaram a ser alvo de críticas após declarações relacionadas à atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e à superlotação de unidades hospitA discussão ganhou força após manifestações que relacionaram o fluxo de pacientes transportados pelo serviço de atendimento pré-hospitalar à pressão sobre hospitais de referência, entre eles o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto.

A avaliação, no entanto, foi contestada por profissionais ligados ao serviço de atendimento, que apontam que o encaminhamento dos pacientes segue critérios definidos pela regulação médica e considera a gravidade de cada ocorrência, a especialidade necessária e a capacidade de atendimento das unidades de saúde.alares de Manaus.

Dados de remoções entram no centro do debate

Segundo os números apresentados no debate, o Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo teria sido a unidade que recebeu o maior número de pacientes encaminhados pelo SAMU, com 5.985 remoções. O Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto teria registrado 5 mil atendimentos, enquanto o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio contabilizou 3.987 casos relacionados ao atendimento de neurotrauma.

Os dados são utilizados por críticos da atual gestão para questionar a ideia de que o fluxo de ambulâncias estaria concentrado exclusivamente no 28 de Agosto.

A discussão também envolve o papel da regulação médica do SAMU, responsável por avaliar os casos e definir o encaminhamento mais adequado de acordo com a necessidade clínica do paciente.

Rede de SPAs é alvo de questionamentos

Além da atuação do SAMU, o debate trouxe à tona questionamentos sobre a estrutura dos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) administrados pelo Estado.

Críticos da gestão estadual afirmam que a falta de determinados equipamentos e serviços em unidades de menor complexidade pode contribuir para o encaminhamento de pacientes a hospitais de referência. Entre os exemplos citados estão casos de pessoas com suspeita de fraturas que necessitariam de exames de imagem para diagnóstico e tratamento.

A avaliação é de que, quando uma unidade de atendimento não dispõe da estrutura necessária para realizar determinados procedimentos, o paciente acaba sendo direcionado para uma unidade hospitalar com maior capacidade de atendimento.

Debate sobre a saúde pública deve continuar

A controvérsia coloca em discussão a organização da rede de urgência e emergência do Amazonas e a necessidade de integração entre o atendimento pré-hospitalar, os SPAs e os hospitais de referência.

Para críticos do governo, os números de remoções reforçam a necessidade de analisar a estrutura de toda a rede, em vez de atribuir a superlotação a um único serviço. Já a gestão estadual defende suas ações e deverá apresentar seus argumentos sobre o funcionamento da rede de urgência e emergência.

O episódio também reacende o debate sobre investimentos em equipamentos, manutenção, insumos e capacidade de atendimento das unidades estaduais de saúde.

Diante da repercussão, representantes do setor defendem que órgãos de controle e o Poder Legislativo acompanhem a situação da rede estadual e avaliem as condições estruturais das unidades, além dos critérios utilizados para o encaminhamento de pacientes pelo SAMU.

A discussão deve permanecer no centro do debate público, especialmente diante da necessidade de garantir atendimento adequado à população e melhorar a integração entre os diferentes níveis da rede de saúde.

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