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Desemprego no Brasil atinge menor taxa para o segundo trimestre desde 2012

Desemprego no Brasil atinge menor taxa para o segundo trimestre desde 2012

Resultado divulgado pelo IBGE mostra recuo da desocupação e confirma cenário de fortalecimento do mercado de trabalho brasileiro

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a menor taxa registrada para um segundo trimestre desde o início da série histórica, em 2012.

O indicador apresentou queda em relação ao trimestre encerrado em maio, quando a taxa de desocupação estava em 5,6%. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o desemprego era de 5,8%, também houve redução.

Mercado de trabalho mantém trajetória positiva

Os números divulgados pelo IBGE apontam para a continuidade de um cenário de melhora no mercado de trabalho brasileiro. A redução da taxa de desocupação ocorre em meio ao aumento da população ocupada e à expansão de atividades que contribuem para a geração de empregos.

De acordo com os dados divulgados, a população ocupada chegou a 103,1 milhões de pessoas, o maior contingente registrado para o período na série histórica. O resultado reforça a tendência de crescimento da ocupação observada nos últimos anos.

A renda média real do trabalhador também apresentou resultado positivo. No trimestre encerrado em junho, o rendimento médio foi estimado em R$ 3.738, com alta de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a massa de rendimento real habitual dos trabalhadores alcançou aproximadamente R$ 380,3 bilhões, crescimento de 3,6% na comparação anual.

Desemprego recua em relação ao início do ano

A taxa de 5,4% registrada entre abril e junho representa uma redução em relação ao trimestre móvel encerrado em março, quando o indicador estava em 6,1%, segundo dados divulgados sobre a evolução do mercado de trabalho.

O resultado reforça a tendência de queda da desocupação no país e coloca o mercado de trabalho em um dos momentos mais favoráveis desde o início da série histórica da Pnad Contínua.

Apesar dos números positivos, especialistas e analistas acompanham outros indicadores, como a informalidade, a subutilização da força de trabalho e a evolução dos rendimentos, para avaliar de forma mais ampla a qualidade e a sustentabilidade da recuperação do mercado de trabalho.

Menor taxa para o segundo trimestre

O resultado de 5,4% é considerado histórico porque representa o menor nível de desemprego já registrado para o segundo trimestre desde o início da série da Pnad Contínua, em 2012. A comparação permite observar uma trajetória de redução da desocupação ao longo dos últimos anos, embora o mercado de trabalho ainda apresente diferenças entre regiões e grupos da população.

A divulgação dos dados do IBGE ocorre em um momento de atenção para os indicadores econômicos brasileiros, especialmente diante da importância do mercado de trabalho para o consumo das famílias, a geração de renda e a atividade econômica.

Fonte: Agência Brasil e IBGE.

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