Sindicato dos Rodoviários critica Roberto Cidade durante crise em Manaus
A paralisação do transporte coletivo registrada em Manaus voltou a colocar no centro do debate o impasse envolvendo o financiamento do Passe Livre Estudantil destinado aos alunos da rede estadual de ensino. Em meio à crise, o vice-governador Serafim Corrêa participou de uma coletiva de imprensa para tratar do assunto e reconheceu a existência de débitos do Governo do Amazonas com o sistema de transporte coletivo. O governador Roberto Cidade, por sua vez, não participou da coletiva.
Segundo Serafim Corrêa, o Governo do Amazonas reconhece que os pagamentos referentes ao sistema estão pendentes desde fevereiro deste ano. A gestão estadual, entretanto, atribui parte do impasse ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).
De acordo com informações apresentadas pelo sindicato, a dívida do Governo do Amazonas ultrapassaria R$ 90 milhões quando considerado o valor da tarifa técnica, que corresponde ao custo real da operação do transporte. O governo estadual, porém, defende que sua responsabilidade financeira seja limitada ao pagamento equivalente à meia passagem dos estudantes, enquanto o restante dos custos ficaria sob responsabilidade da Prefeitura de Manaus. Nesse cálculo, o valor defendido pelo Estado seria de aproximadamente R$ 18 milhões.
A divergência entre os valores cobrados e os critérios utilizados para o financiamento do benefício aprofundou o conflito entre o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus. O município afirma que manteve em dia sua parcela no custeio do programa e atribui ao Executivo estadual a responsabilidade pelo desequilíbrio financeiro que afetou o sistema.
Em manifestação anterior, a Prefeitura de Manaus informou que o Governo do Amazonas deixou de realizar os repasses referentes aos estudantes da rede estadual, fazendo com que o município assumisse sozinho os custos do benefício durante determinado período.
Após a paralisação do transporte coletivo, o prefeito Renato Junior voltou a afirmar que o Governo do Estado não havia realizado os pagamentos referentes ao ano de 2026. A informação foi confirmada pelo vice-governador durante a coletiva desta terça-feira, reforçando a existência de um impasse financeiro que, segundo as autoridades municipais, contribuiu para o agravamento da crise no transporte coletivo e colocou em risco a continuidade do Passe Livre para milhares de estudantes da rede estadual.
Ausência de Roberto Cidade gera críticas
A ausência do governador Roberto Cidade na coletiva também gerou críticas no cenário político e entre representantes ligados ao transporte coletivo. Enquanto o debate sobre os valores da dívida ganhou espaço público, o governador não participou diretamente da explicação sobre a situação financeira envolvendo o Passe Livre Estudantil.
Em entrevista ao radialista Valdir Corrêa, o presidente do Sindicato dos Rodoviários fez críticas à postura do governador e chegou a classificá-lo como “governador Fantasma”.
O impasse agora concentra as atenções sobre a necessidade de uma solução entre Governo do Amazonas, Prefeitura de Manaus e empresas do transporte coletivo. O objetivo é garantir a regularização dos repasses e evitar que a disputa financeira comprometa a continuidade do Passe Livre Estudantil e o funcionamento do transporte público na capital amazonense
Roberto Cidade foge de coletiva e deixa seu vice para explicar calote do Governo do Amazonas no pagamento do Passe Livre Estudantil pic.twitter.com/meq7y2atIf
— Portal VixiAM – OFICIAL (@VixiAM92) July 21, 2026
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